ACT: o que é e como vem sendo aplicada

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Desenvolver estratégias de baixo carbono com objetivo de guiar sua empresa em direção a transição ambiental a partir das premissas estabelecidas pela Agenda ESG é um dos grandes desafios enfrentados, atualmente, no ponto de intersecção entre o universo corporativo, as demandas do mercado e as emergências socioambientais.

O Acordo de Paris, tratado internacional cujo objetivo é a redução do aquecimento global, estimulou diversos países a assumirem compromissos com foco na redução da emissão de carbono, posicionamento que também passou a ser cobrado nas grandes empresas.

É diante desse cenário que surge a metodologia Assessing low-Carbon Transition (ACT®), desenvolvida pela Agência Francesa de Meio Ambiente e Gestão de Energia (Ademe) em parceria com a organização sem fins lucrativos Carbon Disclosure Project (CPD). Mas, como ela funciona? Inicialmente, a metodologia avalia se a meta estabelecida pela empresa, ou seja, a curva de descarbonização, está em conformidade com a trajetória esperada para o setor.

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A partir dessa visão, a metodologia também avalia a estratégia climática adotada em torno da meta, ou seja, o que está sendo feito em termos de governança, compromissos com o cliente, relação com o fornecedor, entre outras diretrizes que dão suporte ao cumprimento da meta. Ter uma visão em torno da meta e de todos os elementos que dão consistência ao alcance desse objetivo pode ajudar as empresas a identificarem pontos de melhoria para o alcance de uma efetiva descarbonização.

No mundo, mais de 400 empresas já foram avaliadas com a abordagem ACT. Na América Latina, mais especificamente no Brasil e no México, 20 negócios tiveram suas estratégias de descarbonização avaliadas pela metodologia.

Contratada pela Ademe, a I Care Brasil foi a responsável por introduzir a metodologia no país a partir de treinamentos e aplicação do método em dez empresas brasileiras do setor de geração de energia elétrica, cimento e produção de carne. Os resultados dessas avaliações nacionais já podem ser observados, como pontua Victor Gonçalves, gerente do Polo Clima da I Care Brasil.

“As empresas de geração de energia elétrica performaram com a maior nota, principalmente pelas características do setor no Brasil, com alto uso de energias renováveis. Em seguida, aparecem os negócios na área de agro alimentos, como a produção de carne, que vêm tentando modificar a visão que o mercado tem desse setor e, por último, as empresas de cimento, que são as que têm as menores notas devido à falta de transparência e divulgação de dados nos processos, essenciais para realizar a avaliação”, disse.

A ACT surge, portanto, como mais uma possibilidade entre tantos esforços por um futuro melhor. Além desse método, a I Care também utiliza outras ferramentas, padrões e normas do mercado que dão suporte à elaboração de metas e estratégias ambientais no mundo corporativo, como a Science-Based 2°C Alignment (SB2°A), os padrões GRI e CDP, as normas do TCFD e a iniciativa NEC, que apoia investidores na decisão sobre investimentos ESG . 

A I Care Brasil é credenciada pela Ademe para usar a ACT em empresas brasileiras. Se quiser tirar suas dúvidas e aplicar a metodologia, entre em contato com a I Care Brasil por aqui ou por meio das redes sociais. Para conhecer mais sobre a o método, acesse: https://actinitiative.org/build-your-strategy/

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